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Minha  experiência com o ballet começou em  1998, quando eu tinha 30 anos de idade.  Foi minha amiga Teresa, uma italiana de Nápoles, que estudou ballet clássico na infância, quem me incentivou a tomar as primeiras aulas dessa arte tão detalhista e tão demandadora.

 

Era um velho sonho meu, de criança, não realizado pela falta de grana dos meus pais, jovens e com três filhos para criar no subúrbio do Rio de Janeiro. Naquela época, fazer ballet era sinônimo de status, uma realidade muito distante da minha.

 

Teresa e eu frequentávamos uma academia no final da Asa Sul, duas vezes por semana, nos fins de tarde, e dividíamos a sala com garotas entre 10 e 13 anos de idade. Constantemente, éramos vítimas de olhares enviesados e risinhos de deboche quando demorávamos a aprender um passo. Realmente, parecíamos intrusas.

 

Nossa professora, uma jovem de uns 16 anos, teve de parar de dar aulas por causa dos preparativos para a faculdade e nós perdemos nosso horário tido como muito especial.

 

Meu sonho teve de ser suspenso por mais um tempo. 

 

Resolvi, então, assumir a "vida de adulta" e me dedicar a atividades físicas mais "condizentes" com a minha idade. Tentei um pouquinho de musculação, fiz ginástica localizada, hidroginástica, yoga, que me agradou bastante, mas nada me dava o mesmo prazer da dança. Acabei desanimada  e doente.

 

Aos 39, estava literalmente na crise da meia idade. Com dores pelo corpo que não tinham um fundamento clínico e um quadro quase depressivo, resolvi seguir a orientação de um médico homeopata muito sensível:  “a senhora precisa fazer alguma atividade que lhe dê satisfação; sua vida parece muito rotineira e frustrante.”

 

Foi aí que eu redescobri o ballet. Tomei coragem e agendei uma aula experimental e, logo na sequência, fiz minha matrícula. Aulas duas vezes por semana, numa tradicional escola de ballet de Brasília, senti que, finalmente, tinha encontrado o remédio certo para os meus males.

 

 

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