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Os bastidores da montagem de nosso primeiro espetáculo

 

“Gente, minha mãe pode assistir ao ensaio geral? Ela vai ter de ficar com meu bebê hoje para meu maridão poder vir”. A frase é de Adriana Fittipaldi, bailarina-mãe-psicóloga-esposa. Momentos como esse são comuns nos bastidores de um grupo que se desdobra para poder levar o sonho de dançar adiante.

 

Foram doze meses de noites de poucas horas dormidas, de muito suor e muita dedicação. Não é fácil dar conta da rotina e, ainda por cima, produzir um espetáculo com todos os detalhes que ele envolve, mas a gente conseguiu. Lembro bem do dia em que começamos a discutir em sala de aula o perfil da nossa primeira apresentação e de quando sugeri o nome BALLERINANDO.  

 

Adriana Palowa, aos poucos, como se tivesse segredos guardados numa caixinha de Pandora, vai tirando as coreografias, uma a uma e nosso espetáculo começa a tomar forma. Juntas, planejamos e trocamos ideias. E haja cafés e encontros para combinar tudo tim-tim por tim-tim. Figurino, cenário, linóleo (aquele emborrachado que se coloca sobre o piso para evitar que as bailarinas escorreguem), iluminação, áudio, gravação, vídeo, flores.

 

Não faltaram maridos distribuindo panfletos pelas quadras de Brasília, ou compartilhando fotos no Facebook; encarando a bilheteria na noite de estreia, ou se preparando para um pas de deux no palco. Orações de mães, torcida de filhos, parceria com amigos profissionais, contratações de gente que se revelou talentosa e nos ajudou a colocar o espetáculo em cena no dia. 

 

Se fizemos bonito no palco, nos bastidores, garanto que o show foi maior ainda. As Bailarinas Por que Não?! provaram que bonito mesmo é fazer tudo com amor e dedicação. Falhas? Cometemos algumas, mas aprendemos com elas. Mesmo assim, recebemos o abraço carinhoso da plateia, que nos mandou fotos lindas, como foi o caso da querida Teresa Canela; flores, mensagens, telefonemas, presentes. Estamos de alma lavada e felizes por estarmos abrindo espaço para outras mulheres que, assim, como a Adriana Vaz e a Gabriela Costa, alunas da primeira turma de Ballet Iniciante BPN, pisaram no palco pela primeira vez, incentivadas pela aplicada e competente professora Camilla Cavalcante. E foi lindo vê-las dançar vestidas como princesas em azul royal!

 

Teve gente na ponta; gente dando piruetas com maestria, gente aprendendo a fazer ponta; gente mais altinha, mais magrinha, mais cheinha, gente sorridente. Teve gente convidada, gente que curte o jazz, gente bonita e sorridente.

 

Teve Sayô Bracks, a nossa musa inspiradora, aos quase 54 anos; Renata Varchavsky, Jaqueline Aguieiros, Janaína Araújo; teve Tatiana Guskow e Tatiana Pinheiro; teve Daniela Landim; teve Adriana Fittipaldi e também Camila Gastal; teve Cláudia Bengtson-bailarina, Cláudia Bengtson-diretora; teve Adriana Palowa-bailarina, teve Adriana Palowa-diretora; teve Vilma Bitencourt.      

 

Num grupo de ballet adulto, a harmonia entre os integrantes é fundamental porque há muitos desencontros de horários e demandas. Reunir todo mundo, às vezes, é uma verdadeira odisseia, mas nós conseguimos e já estamos sonhando com o próximo espetáculo.

 

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Nada disso faria sentido se, no final, não recebêssemos nossa recompensa maior: aplausos, aplausos e mais aplausos.

A vida é linda e os limites quem impõe somos nós. 

Nunca é tarde para realizar sonhos.

 

Até breve!

 

Fotos: Márcia Mossmann.

Colaboração/foto 12: Teresa Canela

 

 

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