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Porque ballet combina com gentileza...

 

Não é fácil a gente ousar entrar para um mundo tão fechado e elitista quanto o do ballet. Ainda mais quando não se domina a técnica e o corpo insiste em não nos obedecer. Ser aluna(o) de ballet na idade adulta passa primeiramente pela autoaceitação e, depois, pela quebra do medo de encarar a crítica e as dificuldades do dia- a-dia. Todos esses obstáculos, no entanto, desaparecem quando a gente encontra em sala de aula um(a) educador(a) de verdade.

 

E foi assim que aconteceu.

 

Já no caminho, quando o levava de carro para o primeiro dia do nosso primeiro workshop, entendi por que Dri (Adriana Palowa, minha amiga e mestra, com quem compartilho a direção do Projeto Bailarinas Por que Não?!) havia sugerido o nome do bailarino e professor cubano Luis Ruben Gonzalez para essa nova etapa de nosso trabalho. “Baryshnikov fazia aulas de iniciante uma vez por semana”, ele me disse como se estivesse lendo meu pensamento de “Meu Deus, e se eu fizer feio hoje?”.

 

Aquela frase ficou na minha cabeça e surtiu efeito. Em sala de aula, a mão que segurava a barra com força foi ficando cada vez mais relaxada, e as correções e observações ganharam um tom familiar. Diante dos meus olhos, o bailarino que já dividiu palco com outros grandes nomes da dança, deu lugar a um professor carinhoso e convencido de seu papel transformador de vidas.

 

E os passos viraram dança, embalados pela música bonita que tocava. A gentileza das palavras e das observações, ainda que a disciplina estivesse subentendida no contexto, fez toda a diferença. O corpo virou instrumento e as pernas, um compasso. O abdômen e as costas se transformaram num espartilho bem elegante e apertado, e os braços pareciam querer voar para looooonge. Tudo foi ganhando mais sentido.

 

Como é bom a gente ter a liberdade de aprender, e de aprender com quem sabe muito, sem frescuras ou preconceitos. Como é bom a gente ser respeitado como aluna(o).

 

Aí, vieram os desafios e os erros. Um sorriso sem graça e vamos lá enfrentar o próximo desafio! De repente, o professor interpreta uma bailarina para mostrar como agiria a dama durante uma apresentação de pas de deux e nos desarma com seu bom humor. Nossa primeira aula de pas de deux!

 

Como numa brincadeira, ele nos posiciona de costas para a barra, uma por uma, segura as nossas mãos e diz: “agora, ‘chas’ (numa referência a muchachas) quero que pulem e sentem na barra e fiquem lá!”  Risadas e caras de “eu não vou conseguir fazer isso nem a pau”. Concentração e, voilà, we made it... algumas mais; outras menos equilibradas.

 

Só depois entendemos que a brincadeira era prenúncio de um passo bem mais complicado: o salto no ombro dos bailarinos (Franklin, Lívio, Roney e Márcio), que gentilmente toparam se revezar entre as mulheres.

 

Na hora dos cumprimentos, com música de Grand Finale, Luis Ruben nos fez imaginar o palco e as rosas que o público atirava sobre nós. Foi delicado; foi lindo; foi mágico... foi real.

 

Ballet tem tudo a ver com gentileza e aprender, em qualquer fase da vida, é um lindo espetáculo...

 

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fotos: Kristian Bengtson

 

 

 

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